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Empreendedorismo

Empreendedorismo feminino: mulher de negócios

O empreendedorismo feminino tem ganhado cada vez mais espaço no mercado nacional. Veja como tirar o seu sonho de empreender do papel

O empreendedorismo pode ser entendido como a disposição ou capacidade de idealizar, coordenar e realizar projetos. A palavra é também muitas vezes definida como a habilidade em criar e implementar mudanças, inovações e melhorias a um mercado ou negócio. E isso também se aplica ao empreendedorismo feminino, que tem crescido cada vez mais no Brasil e no mundo.

De acordo com uma matéria do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), o economista austríaco Joseph A. Schumpeter, no livro “Capitalismo, socialismo e democracia”, publicado em 1942, associa o empreendedor ao desenvolvimento econômico. Segundo ele, o sistema capitalista tem como característica inerente uma força denominada de processo de destruição criativa, fundamentado no princípio que reside no desenvolvimento de novos produtos, novos métodos de produção e novos mercados. Basicamente, trata-se de destruir o velho para se criar o novo.

Pela definição de Schumpeter, o agente básico desse processo de destruição criativa está na figura que ele considera como empreendedor. Em uma visão mais simples, se pode entender como empreendedor aquele que inicia algo novo, que vê o que ninguém vê, aquele que realiza antes, que sai da área do sonho e desejo para partir para a ação.

Pode se dizer, então, que o empreendedorismo é uma característica, que algumas pessoas possuem naturalmente, mas que, no entanto, é possível que ela seja desenvolvida com estudo e dedicação. É possível demonstrar um pensamento empreendedor em casa, na escola ou na vida pessoal. Afinal, ele trata de criatividade, solução de problemas, visão estratégica e pode não estar relacionado diretamente a negócios.

O empreendedorismo tem se tornado cada vez mais comum entre as mulheres. Segundo uma reportagem da revista Exame, somente em 2016, cerca de 163 milhões de mulheres abriram suas próprias empresas. A atividade empreendedora feminina subiu cerca de 10% entre 2015 e 2017 em 63 países do mundo, inclusive no Brasil. 

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O empreendedorismo feminino tem mostrado sua força dentro dessa cultura empreendedora e as mulheres têm se destacado cada vez mais em diversos setores. O aumento crescente de mulheres empreendedoras no mercado atual tem funcionado como ferramenta de equiparação de direitos entre gêneros, na medida em que, ao galgarem posições cada vez mais relevantes no mundo dos negócios, elas passam a reivindicar reconhecimento como participantes do crescimento econômico nacional.

Segundo o “Anuário das Mulheres Empreendedoras e Trabalhadoras em Micro e Pequenas Empresas“, pesquisa elaborada pelo Sebrae, que analisou a presença feminina nos pequenos negócios, mostrou que as mulheres vêm ganhando cada vez mais espaço à frente das pequenas e médias empresas no Brasil.

De acordo com uma reportagem da revista Exame, um levantamento mundial feito pela Global Entrepreneurship Monitor 2017, que no Brasil é realizado em parceria com o Sebrae, mais da metade dos novos negócios abertos em 2016 foram fundados por mulheres. Elas são mais escolarizadas do que os homens empreendedores e atuam, principalmente, no setor de serviços.

“A taxa de empreendimentos iniciados no país, desde 2007, oscila entre 47% e 54% para homens e mulheres. Em 2016, a taxa foi de 48,5% para homens e 51,5% para mulheres”, afirma a especialista em empreendedorismo Hilka Machado, professora da Universidade do Oeste de Santa Catarina. Sinal de que o número de homens e mulheres interessados em empreender é proporcional há anos.

Segundo uma reportagem do Pequenas Empresas, Grandes Negócios, do portal do G1, um relatório divulgado em  2019, pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Espírito Santo (Sebrae ES), aponta que em 2017 e 2018, a proporção de mulheres empreendedoras que são “chefes de domicílio” passou de 38% para 45%. A atividade empreendedora passou a conferir às empresárias posição de protagonismo quanto à renda da casa. 

 Mulher empreendedora

Ser dona do próprio negócio, poder desenvolver e investir em suas ideias e vontades, conseguir realizar suas aptidões e ser reconhecida por isso, é o sonho da maioria das mulheres que se tornaram ou tem o desejo de se tornar empreendedoras. De acordo com dados da Receita Federal, até fevereiro de 2018, 48% dos cadastros de Microempreendedor Individual (MEI) foram de mulheres.

A Rede Mulher Empreendedora (RME), com o objetivo de traçar o perfil das mulheres que gerenciam o próprio negócio no Brasil, realizou um estudo com 1376 mulheres de diferentes regiões do Brasil. O resultado revelou que 85% delas são proprietárias de empresa e 15% pensam em empreender.

Porém, como ser uma empreendedora? A verdade é que ninguém nasce sabendo. Você pode ter aptidões e habilidades que te ajudam a chegar nos seus objetivos mais rápido. Mas, para ser uma ótima empreendedora, é preciso se dedicar e estudar. Existem muitas opções de cursos de empreendedorismo, de várias faixas de preço, duração e intensidade, sejam eles presenciais ou online. A ABF (Associação Brasileira de Franchising), por exemplo, tem muitos cursos que capacitam empreendedores no sistema de franquias.

Gestão empreendedora, também chamada de gestão empresarial, significa todas as ações e estratégias feitas por uma empresa. Para tal são utilizados todos os recursos humanos, estruturais e financeiros. Esse sempre foi um tema amplamente discutido em todo mercado, independente do setor. Com o passar dos anos os métodos de gestão e empreendedorismo se renovam e vão se moldando de acordo com as novas regras atuais.

A era da internet tem suas vantagens, uma das maiores, é o fato de você poder estudar por conta própria, muitas vezes de graça. Pesquisar e aprender o sobre  empreendedorismo online é conveniente e pode ser de grande ajuda para quem tem um trabalho fixo, sem muito tempo de sobra. É possível estudar de casa, nas horas vagas, e aprender a empreender em paralelo com as suas atividades profissionais e pessoais diárias. O Raphael Mattos, empresário e empreendedor, tem um canal bem legal no YouTube que dá várias dicas sobre empreendedorismo.

Além dos cursos que você pode fazer, que abordam questões de estratégia de negócio, validação das suas ideias, estratégia de vendas e marketing digital, existem muitos livros que podem te ajudar, principalmente livro sobre o empreendedorismo feminino. Eles vão te motivar e te dar uma luz sobre qual caminho seguir e por onde começar. 

Uma sugestão é o Faça Acontecer – Mulheres, Trabalho e a Vontade de Liderar, de Sheryl Sandberg, onde a autora investiga as razões pelas quais as mulheres não alcançam totalmente seu potencial em suas carreiras e com sua análise, mostra soluções práticas para contornar a situação.

Também existe o guia do empreendedor, distribuído pelo Sebrae e por outras organizações privadas, que ajudam com um passo a passo para quem quer começar. Ele também é válido para quem já faz parte do mercado, e precisa aprimorar ou inovar suas técnicas. Todo conhecimento é válido e a inovação do mercado é constante, por isso, um empreendedor precisa estar em constante aprendizado.

Mulheres empreendedoras pelo Brasil

Muitas vezes a única coisa que falta para você se tornar uma empreendedora de sucesso é, de fato, acreditar em si mesma. Muitas mulheres empreendedoras brasileiras passaram por momentos de dúvidas antes de ingressar nesse mercado, mas decidiram acreditar em suas ideias e hoje são ícones do empreendedorismo feminino.

Como é o caso das bioquímicas Janete Vaz e Sandra Costa, sócias e proprietárias dos Laboratórios Sabin. Janete conta que, desde criança, observava o pai fazendo negócios no alpendre da casa. Sandra lembra a inspiração empreendedora de sua mãe, costureira que fez da sua profissão um grande negócio e foi seu exemplo de coragem.

Essas mulheres empreendedoras começaram buscando credibilidade junto à classe médica e perceberam que precisavam se capacitar. Com apoio de profissionais especializados, de 3 funcionários, o Sabin alcançou a marca de 2000. O lema da empresa é e sempre foi: “tire seus sonhos da gaveta”.

Alcione Albanesi é outro exemplo de empreendedorismo feminino. Com 14 anos, conseguiu um trabalho como modelo, mas o que realmente queria era ser dona de uma confecção de roupas. Montou sua própria confecção e, com 17 anos, já tinha 80 funcionários.

Em 1992, vendida sua confecção e com uma outra loja bem-sucedida em funcionamento, Alcione descobriu uma lâmpada fluorescente sendo vendida a baixo custo nos EUA e viu que sua fabricação era feita na China. Com isso resolveu ir sozinha até o país e perguntar sobre as lâmpadas. Depois de 71 viagens até a China, conseguiu criar a FLC, empresa que teve um rápido crescimento no país.

Assim como foi com Débora Cronemberger que se agarrou à paixão por jóias e transformou o desemprego em oportunidade de negócios, em Brasília (DF). E Ana Carolina Souza que ganhou da mãe, aos 15 anos, a maleta de manicure que seria o pontapé do próprio salão de beleza, em Caculé (BA). 

E também, Sarah Trevisan que viu no delivery de comida japonesa a chance de atender à demanda de consumidores de Altamira (PA) e conciliar a vida profissional com os cuidados da filha de dois anos. Débora, Ana e Sarah são o retrato da mulher empreendedora brasileira.

Como esses casos, podem ser encontrados tantas outras histórias de empreendedores de sucesso, tanto no Brasil, quanto no mundo e o empreendedorismo feminino tem se tornado cada vez mais forte dentro desse mercado.

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Quando se fala sobre empreendedorismo, é comum, devido a cultura na qual crescemos fazendo parte, que pensemos em homens sendo os líderes do negócio. Porém, uma pesquisa feita pela ASN (Agência Sebrae de Notícias),  mostra que o número de mulheres empreendedoras no Brasil, não é inferior aos homens. Desde 2016, elas chefiam a maioria (51,5%) dos novos negócios no país, segundo constatou a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM).

Entre os novos empreendedores, aqueles que possuem um negócio com até 3,5 anos, as mulheres têm uma taxa de empreendedorismo superior à dos homens. A taxa delas é de 15,4% enquanto a masculina é de 12,6%. A pesquisa GEM 2016, constatou também que 48% das mulheres, dentre os novos empresários, iniciam a atividade empresarial porque precisam complementar a renda ou buscam recolocação no mercado de trabalho. 

Segundo a pesquisa Donos de Negócios no Brasil, a análise de gênero, que utiliza dados da Pnad/IBGE de 2016, o número de brasileiras empresárias cresceu 34% entre 2001 e 2014, enquanto o aumento de homens nessa situação, no mesmo período, foi de 14%. Elas empreendem mais em casa, 35%, são mais qualificadas que os homens empresários e dedicam menos tempo ao negócio, 34 horas semanais, enquanto os homens trabalham 42 horas por semana.

Mulheres donas de franquias

De acordo com um levantamento feito pela Rede Mulher Empreendedora (RME), a cada 100 empresas abertas no Brasil, 52 são lideradas por mulheres. No setor de franquias, as mulheres empreendedoras também têm ganhado destaque. Quase metade, 49%, de todas as unidades franqueadas em operação no país são comandadas por mulheres. 

Segundo o estudo “Liderança Feminina no Franchising”, realizada pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), hoje, as mulheres representam 48% dos franqueados no Brasil. Ainda de acordo com a pesquisa, as franquias sob o comando feminino podem ter faturamento até 30% maior em relação ao público masculino.

Para a ex-presidente e atual membro do Conselho da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Cristina Franco, a participação delas no comando de redes de franquias ou como franqueadas ainda tem espaço para crescer. 

Sylvia de Moraes Barros, CEO da The Kids Club, em São Paulo, acredita que o fato de a mulher ser multitarefas é a chave para o triunfo. “Acho que nós, mulheres, temos um grande poder gerencial, principalmente em franquia, em que você tem que vestir vários chapéus e assumir posições diferentes; função esta que já estamos acostumadas a fazer. Você tem o papel financeiro, de marketing e o de gestor de pessoas. E as mulheres têm muita facilidade e aptidão para lidar com pessoas e, como os negócios são feitos por pessoas e para pessoas, a gestão é muito importante”, diz.

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O Empreendedorismo feminino na PremiaPão

A PremiaPão é uma rede de franquias de publicidade que trabalha com propaganda em sacos de pão. Ela está presente em todo o Brasil e, além dos anúncios nos saquinhos, ela trabalha com premiações nacionais, seu maior diferencial entre as outras empresas do mesmo segmento. 

Dentro da PremiaPão, o empreendedorismo feminino é muito incentivado. Existem vários caso dentro da franquia de mulheres empreendedoras de sucesso, que tomaram a frente do negócio e estão se tornando cada vez mais bem sucedidas.

Como é o caso da franqueada Suzana Monteiro, que trabalhou por 22 anos na área comercial de algumas empresas e em fevereiro de 2018, depois de ser demitida, viu a oportunidade de se tornar empreendedora e se tornou uma franqueada da PremiaPão. 

“Decidi me reinventar, colocar os meus dons, que de fato eu sabia que tinha, em prática, em algo pra mim”, conta Suzana. 

 

Assim como foi o caso de Pollyana de Souza, outra franqueada da PremiaPão. “Minha rotina é uma loucura, sou empreendedora da PremiaPão e também sou do lar”, conta. Porém, mesmo assumindo uma jornada às vezes até tripla, ela diz que tem seu valor reconhecido: “Mesmo com o desenvolvimento das mulheres e o empoderamento feminino, eu ainda vejo que existem muitas barreiras para que a mulher seja reconhecida no mercado de trabalho. Mas, na PremiaPão eu não vejo isso. A gente tem o mesmo reconhecimento, mas no mercado de trabalho, na vida, isso ainda existe, porque algumas vezes a gente leva cada ‘patada’, que eu acho que se fosse um homem não receberia”, explica.

O CEO da PremiaPão, Raphael Mattos, defende a participação feminina em cargos de empreendedorismo e liderança. “A atividade que nossas empreendedoras mulheres têm dentro da nossa franquia é bastante representativa. Além disso, as franqueadas conseguem mais resultados em toda a rede pelo fato de serem mulheres, que são determinadas e organizadas. Na empresa, incentivamos a participação das figuras femininas dentro do empreendedorismo e no dia a dia para otimizar e aumentar a qualidade das atividades”, diz.  Para saber mais sobre a PremiaPão, clique aqui.

Dividir a rotina entre cuidar dos filhos e da saúde, trabalhar e organizar a casa, também é a realidade de Anete Neves, franqueada da Vila Mariana em São Paulo. Com o dia lotado de tarefas, ela separa algumas horas do dia para fazer o trabalho como empreendedora. A oportunidade surgiu com as mudanças econômicas que ocorreram na crise do país. “Resolvi pesquisar sobre franquias de baixo custo e descobri a PremiaPão”, conta Anete.

Para a empreendedora, não seria fácil voltar ao mercado de trabalho aos 46 anos. Mas a partir de um investimento de R$10 mil, ela encontrou na franquia uma oportunidade para recomeçar: “Ter minha franquia me trouxe independência e liberdade. Eu tenho que decidir tudo, desde a forma como vou trabalhar, até ter horários mais flexíveis. Toda essa experiência e aprendizado me faz muito bem”, concluiu.

Por mais que ainda exista muito preconceito com a possibilidade de mulheres se tornarem empreendedoras, elas têm ganhado cada vez mais espaço e se tornado cada vez mais respeitadas dentro desse universo. O empreendedorismo feminino tem se tornado uma realidade no nosso país e por entregarem produtos e serviços de qualidade, elas tem deixado seus negócios mais sólidos e prontos para futuros ainda mais promissores.

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